Algumas pessoas me perguntaram: “E o blog? Não vai escrever
mais?”
Outras se preocuparam: “O que aconteceu? Por que voltaram
pro Brasil?”
Calma! Não “priemos cânico”!
Estou de volta para dizer que retomarei este singelo
bloguinho e que está tudo bem! Rsrs
Não desistimos de mudar para o Canadá. Só decidimos voltar
mais cedo da “1ª fase” e, devido à alguns imprevistos, a “2ª fase” demorou um
pouco mais para acontecer.
Aí, bateu aquela preguiça de escrever daqui do Brasil...rsrs
Bom, vou começar explicando as benditas fases.
Desde quando recebemos a notícia positiva da imigração,
decidimos que faríamos a mudança em duas etapas.
Na primeira, daríamos a entrada no país (o famoso
“landing” que expliquei no segundo post), solicitaríamos todos os documentos
possíveis, esperaríamos o tal “PR card” (tipo Greencard) e vivenciaríamos
a cidade. Tínhamos que fazer um “reconhecimento de campo” primeiro,
principalmente por causa dos cachorros. Sim! Levaríamos os nossos filhos
peludos com a gente na segunda fase!
Além disso, temos nossa casa no Brasil e queremos alugá-la.
Para isso, teríamos que reformá-la porque havia há infiltrações, problemas no gesso e outras cositas más. Não tínhamos tempo e nem dinheiro suficiente
para fazer tudo isso antes de mudar pro Canadá.
Portanto, na segunda fase, planejada para ser em outubro ou
novembro de 2015, mudaríamos de vez com os cachorros, com a casa alugada e com
todos os documentos já em mãos.
Como podem ver, essa data também já mudou...rsrs
Quando compramos a passagem para a 1ª fase, marcamos
o retorno para 1 mês depois da chegada em Vancouver. Acreditamos que um mês
seria suficiente para recebermos os PR cards. (Bobinhos...)
Antes mesmo de embarcarmos, verifiquei no site oficial da
Imigração Canadense que o prazo para envio dos cartões estava em
45 dias. Assim, já chegamos com a possibilidade de ter que ficar 2 meses para
esperar a entrega dos PRs.
Só para vocês entenderem, esses cartões são enviados pelo
correio e quem dá entrada no pedido é o oficial de imigração da fronteira. No
nosso caso, aquela japa simpática...rsrs
Eles não podem ser enviados para fora do Canadá e não existe
uma “via provisória”. Os papéis da autorização para residência permanente eram
os nossos documentos de identidade canadense, como se fossem certidões de
nascimento.
Durante as duas primeiras semanas, o prazo oficial para
envio só ia aumentando no site...até que chegou em 65 dias! Aí, ficamos
preocupados. Teríamos que alugar uma nova casa para o segundo mês (a que
estávamos não tinha disponibilidade), trocar a passagem, pagar a multa,
continuar gastando sem ter uma fonte de renda e correr o risco dos cartões não
chegarem antes do nosso retorno.
Decidimos então, voltar depois de um mês
mesmo, do jeito que as passagens foram emitidas. Só que fizemos isso aos 45
minutos do segundo tempo, já que, como não queríamos mais continuar na famosa “Garden Suite
do Ryan”, começamos a procurar um novo lugar para morar depois de uns 15 dias da chegada. Por “sorte”,
encontramos uma casa perfeita! Mas essa história da nova casa fica pra próxima
postagem...
Voltando
aos primeiros dias em Vancouver, conseguimos deixar a suíte do Ryan, vulgo
porão, com uma carinha (e cheirinho) melhor e passamos a aproveitar o entorno.
A
localização era ótima e a rua de baixo dava na “praia”. Praia entre aspas
porque é um pouco diferente do Brasil. Não sei explicar direito. É uma praia
meio parque com umas casas no meio, umas vezes com orla de pedras, algumas
vezes com areia e outras vezes sem nada. Rsrs
Vou colocar algumas fotos no próximo post.
(Mais uma promessa)
Estávamos
perto da Jericho Beach, que também é um parque, e a rua acabava em outra praia –
a Kitsilano Beach. O bairro ganhou esse nome – Kitsilano.
A melhor comparação
que consigo fazer é com a Vila Madalena, só que sem ladeiras e com praias.
Muitos
restaurantes legais, desde pubs até vegetarianos orgânicos. Pouquíssimas opções
de junk-food (um McDonald’s, claro) e alguns Starbucks.
Percebemos
que a galera tem uma alimentação saudável e se preocupa mais em fazer
exercícios. Tem aquela “pegada” da costa oeste, tipo Califórnia.
Foi uma boa
influência pra mim. Entrei tanto na “vibe” que estava comendo salada com uma cara feliz!
Quase me matriculei em uma das 455 escolas de yoga da cidade. #soquenao
Pra
terminar esse post, ficamos muito felizes porque no terceiro dia conseguimos
tirar em questão de minutos o “SIN number” (tipo CPF) e também abrimos uma
conta bancária em apenas uma visita ao banco. E o melhor: com cartão de crédito
aprovado!
Isso é
quase um milagre para imigrantes recém-chegados. Demos sorte porque tínhamos
conta no HSBC do Brasil e o gerente do HSBC de lá conseguiu validar nosso
histórico financeiro.
O “SIN” é
tudo o que precisamos para poder trabalhar no Canadá. Não tem carteira de
trabalho, PIS, Cartão Cidadão, nada do tipo!
E já
lançando aquela crítica: por que precisamos de tantos documentos no Brasil?
Eu apoio a desburocratização!
A história continua...